Desde 2002

De acordo com o campeão mundial de corte de pipas em 2007, na China, Ezequiel de Souza Gomes, o método começou a se popularizar no Brasil em 2002. O paulista conta que já trouxe a “linha chilena” para o Brasil, mas apenas para o próprio uso. “As pessoas já estão fabricando aqui no país. Elas enrolam a linha em um motor e aplicam o quartzo moído”, revela. 

Gomes é a favor de profissionalizar a arte de empinar pipa no país. “Cortar linhas como esporte não é um risco. O arriscado é fazer isso em grandes vias. É preciso criar uma lei que impeça as pessoas de brincar nas rodovias e criar um lugar fixo para o esporte”, diz Gomes. 

O campeão sugere que se crie uma lei para exigir que motoqueiros usem antenas em suas motos. “Vi em filmes uma antena que pega de uma ponta a outra da moto”, disse. 

     


Linha de pipa chilena que corta 4 vezes 

Com mais de 40 mil amantes da arte de soltar pipa, o Rio de Janeiro engrossa uma perigosa estatística. Homens com mais de 30 anos estão deixando de usar o tradicional cerol – a base de cola de madeira com vidro – para usar a “linha chilena”. 

A técnica, que usa quartzo moído e óxido de alumínio, preocupa autoridades. O produto importado facilmente pela internet corta quatro vezes mais do que a linha nacional. Os rolos são medidos em jardas e custam de R$8 a R$125 em lojas do subúrbio. O menor tem 500 jardas, o equivalente a 457 metros e o maior 12 mil jardas, 10.968 metros. 

Para tentar evitar a proliferação de lojas que revendem as linhas e proteger principalmente os motoqueiros, o deputado Dionísio Lins (PP) entrou com pedido junto à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), na terça-feira (22), solicitando que o projeto de lei que proíbe a "linha chilena" seja votado em regime de urgência. 

De acordo com o deputado, após aprovação, o projeto entra na pauta de votação da Alerj em 10 dias. “Ele determina a proibição dessa linha. Ela é tão perigosa que não perde a propriedade de corte mesmo quando molhada pela chuva”, explica Lins. 

 

O projeto de lei também determina que o comerciante flagrado vendendo o produto pague multas de mil Ufirs. O valor pode ser acrescido 50 vezes em caso de reincidência.